Meu primeiro figurino, ou...
como é possível
realizar um sonho

Moacir Molon e Zélia Mariah

 

 Sou do tempo em que o cinema era o melhor programa para as tardes de domingo. E desde criança ficava extasiada olhando para a tela e vendo aquelas mulheres com trajes maravilhosos e os homens, muito elegantes.

E quando ouvia falar em Oscar pensava: “um dia eu chego lá ...”. Hoje até seria possível já que o Brasil brilha lá fora com seus filmes, embora em termos de figurino ainda tenhamos um longo caminho pela frente. Sendo bem otimista, é claro...

  Atores Paulo Adriane(Ari Areia) e Débora Villanova (Lucinha)

Acabei me formando em Jornalismo, mesmo não abandonando meus filmes - e hoje tenho um grande número de DVDs, em sua maioria, antigos – até descobrir que trabalhar com o que eu mais amava era possível. Fiz um curso de Estilismo no SENAI e no ano em que me formei conheci um diretor de teatro, o meu querido Airton de Oliveira. É claro que pedi a chance de um estágio na peça infantil que estava montando e que já tinha seu figurinista. Ele, prontamente, me aceitou e foi o céu! A peça era “Ari Areia – Um grãozinho apaixonado”, com um elenco maravilhoso e o melhor: acabei sendo promovida a figurinista com meu nome aparecendo na ficha técnica. Meu sorriso de felicidade não cabia no meu rosto.

Entre um grãozinho de areia apaixonado por sua estrelinha, colombina, pierrô, arlequim, galinhas, galo e sapo, entre outros, pude sentir a alegria de ajudar na criação de personagens e isso nunca mais me abandonou. O teatro também entra no sangue e vira um vício, assim como o cinema.  E o prazer de ver a carinha feliz das crianças com tanta cor e luz é o melhor presente, além do Troféu Tibicuera de 2003 para figurino em peça infantil que ganhamos. Foi meu “momento Oscar”!

E vai dizer que não vale a pena perseguir o seu sonho...

      Preserve sua memória,
      pessoal ou institucional.
 

Zelia Mariah
zelia.mariah@gmail.com