O charme das calçadas

Meu colega Ayres Cerutti, jornalista, edita a Revista Programa há mais de 42 anos, valorizando o turismo gaúcho. Perguntei por que, então, ele mostra tantos detalhes ruins nas calçadas de nossa cidade. Ayres, de forma consciente, respondeu:

- A melhor maneira de valorizar o turismo, é mostrar os problemas às nossas autoridades. Talvez assim eles resolvam saná-los!

Faz sentido.

Aliás, é bom chamar atenção dos comerciantes, para que também ajudem na manutenção ... não é difícil.

Nos referimos ao desleixo para com os passeios públicos, em especial no centro da capital.

 

Existem características marcantes em todos os pontos do universo, inclusive em nossa Mui Leal e Valerosa Cidade de Porto Alegre. Uma dessas características é o calçamento da Rua da Praia (Andradas), tão maltratado, apesar da história que representa.

Após sucessivas alterações na pavimentação, foi em 1923 que houve a mudança para paralelepípedos de granito em mosaico, que perduram ainda em alguns trechos.

Daquele calçamento, restou o trecho entre as Ruas Dr. Flores e Marechal Floriano, tombado por decreto municipal em 1989.

Assim como os ladrilhos, e as pedras portuguesas, quando é feito algum reparo (até mesmo após a Feira do livro), jamais recebem a reposição que lhes devolva os desenhos originais.

Pequenos detalhes que, se receberem a devida atenção,  poderão nos aproximar mais facilmente da tal de revitalização urbana.

Como dizem os arquitetos, “fica feio trocar seus móveis e não lavar os tapetes”.


O Título de Mui Leal e Valerosa Cidade de Porto Alegre foi concedido em 1841 pelo imperador D. Pedro II, em virtude do posicionamento da cidade a favor do Império e pelos seus feitos durante a Revolução Farroupilha, resistindo a três cercos dos rebeldes(Farroupilhas)”.

 O título consta até hoje no brasão oficial do município.